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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Natal - A festa da Inocência, das Famílias e das Crianças

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O nascimento do menino Jesus é, sem duvida alguma, acontecimento mais marcante da humanidade. Usado com referencia para dividir nossa historia, até mesmo pelos que são céticos no que toca a natureza divina do fato. Sua memoria tem sido celebrada desde o século v (embora haja quem alegue ser mais antiga), no dia 25 de Dezembro (em alguns lugares 06 de Janeiro). Esta festa sempre foi cristã, sua celebração nós remete a Inocência (A Inocência do Natal), a sacralidade da família e por estarmos celebrando o menino Jesus, celebramos a pureza das crianças.

Mas, o que tem feito o mundo contemporâneo?  Esvaziado o sentido desta festa sacra… No lugar do Menino Jesus e da sagrada família, se coloca o ‘Papai Noel’ – um velho misterioso, que por motivos desconhecidos distribui presentes para as crianças – não se vê mais presépios em lugares públicos e as famosas cantatas de Natal, pouco a pouco são substituídas por festas profanas…

De São Nicolau ao “Papai Noel”

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O ícone do “Natal” neopagão, o Papai Noel, é uma perversão da figura de um Santo. São Nicolau, Bispo do século III, vindo de uma família rica, renunciou sua riqueza para entrar na vida religiosa, em Dezembro costumava distribuir doces para as crianças que se comportaram bem, e um pedaço de carvão para que se comportaram mal.
A perversão começou, quando protestantes calvinistas tiram os trajes episcopais, substituindo-os por uma roupa civil, figura de santo e bispo foi sendo dissolvida e transforma em uma figura ambígua  chamada “Sinterklaas” e tendo características de seres da mitologia nórdica. A figura passou a colônia Holandesa de Nova Amsterdã (hoje Nova York), onde foi chamada de "Saint Claus”. Essa figura americana aos sopros dos ideias anticristãos da revolução francesa, se transformou no “Papai Noel” que conhecemos, e com a soberania cultural americana se espalhou pelo mundo. Agora criaram a Mamãe Noel, inicialmente extravagante, depois feministas, mais tarde sensuais ou pornográficas e assim vai se perdendo o sentido do Natal: A inocência, a pureza… Pois o puro, o inocente chegou ao mundo, para nos salvar…

A festa da Família

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O Natal, é por excelência a festa da família, pois naquela, gruta onde brilhava a luz divina, estava a mais perfeita de todas as famílias. São José, homem santo, tão santo que foi escolhido para proteger o Menino-Deus e sua Santíssima Mãe, quem mais teve tamanha honra? Ser o alter ego da Santíssima Virgem, ser chamado Pai de Jesus… E Maria Santíssima? Sem duvida alguma a  Mãe perfeita! Por qual outro motivo Deus a escolheria para ser sua Mãe? E o menino Jesus, o Filho de Deus…

Deus poderia vir ao mundo de qualquer forma, mas, escolheu vir através de uma família, e assim sacralizar o matrimonio e elevar a família a categoria de igreja domestica. A Família é uma Instituição Sagrada, que por esse motivo tem sido muito atacada! Lutemos, por este tesouro, pilar da civilização!

Nossa Senhora de Fatima! Rogai Por nós.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

São Benedito, o Mouro (ou o Negro)

Para aqueles que acreditam na bobagem de que a Igreja disse que negros não tem alma, abaixo a história de São Benedito, o Negro.sao-benedito1
Um escravo negro, que é o padroeiro dos Afro-americanos e dos negros.Também conhecido como São Benedito, o negro. Nasceu em Filadelfo, perto de Messina, na ilha de Sicília, Itália, por volta do ano de 1526. Os pais eram de origem escrava e descendência de negros etíopes ou de mouros do norte da África, daí o fato de ser chamado de Benedito, o Negro ou o Mouro.O seu amo o libertou e ele passou a viver numa ermida em Montepellegrino, eventualmente passou a ser o superior de um grande grupo de reclusos.
    Quando as eremitas foram extintas pelo Papa Pio IV (1550-1565), Benedito entrou para a Ordem dos Franciscanos como irmão. Com o tempo devido aos seus méritos foi indicado Superior do monastério apesar de ser analfabeto. Mais tarde tornou-se Mestre graças aos seus grandes esforços para conquistar suas deficiências educacionais e culturais. O seu grande amor a São Francisco de Assis e seu exemplo de caridade, fez com fosse eleito superior do monastério em 1.578, onde impôs uma estrita observância de pobreza e caridade. Diz a tradição que ele tinha  ajuda de um anjo que o ensinava, pois foi um excelente dirigente do monastério e alem disso os milagres a ele atribuídos conquistaram um aumento enorme nas visitas as mais variadas (de monarcas a mendigos) ao monastério.
    Quando veio a falecer, de causas naturais, em 1589 o Rei Felipe III da Espanha mandou erigir uma tumba especial para ele, um simples frade.
    A tradição diz que quando suas relíquias foram trasladadas, anos depois, seu corpo estava incorrupto.

    Sua devoção é muito grande na Venezuela, Uruguai e Argentina e em Buenos Aires tem um santuário e um bairro com seu nome. Na Espanha é venerado na paróquia de Santiago de Redondela (Galícia).
    Ele foi canonizado em 1807.

    Sua festa é celebrada em 4 de abril.
    No Brasil ainda é comemorado na data antiga, ou seja em 5 de outubro.
    Texto retirado de Ecclesiam Suam




    terça-feira, 2 de outubro de 2012

    São Rafael Arcanjo - "Deus Cura"

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    São Rafael Arcanjo (Deus cura), chefe dos anjos da guarda, também é chamado de o anjo da Providencia, socorre os fieis trazendo-lhes curas espirituais ou físicas.



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    O Arcanjo apareceu a Tobias para lhe mostrar a sua prometida, Sara. Protegeu-lhe durante a viagem ao Egito e o aconselhou a casar sua parenta, que ele havia curado de uma obsessão e havia curado também seu pai da cegueira.
    O Arcanjo Rafael tem o dom da cura, sua missão é auxiliar a humanidade ensinando o caminho para evitar os males físicos e espirituais. Por isso é também o padroeiro dos cegos, médicos, sacerdotes e, também, dos viajantes, soldados e escoteiros.
    Peçamos a sempre o auxilio de São Rafael Arcanjo.Salve Maria, Mãe de Deus e nossa.

    domingo, 30 de setembro de 2012

    São Jerônimo - A Sagrada Escritura

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    Jerônimo nasceu no ano de 342. Era filho de Eusébio, da cidade de Stridon, já na divisa entre a Panomia e a Dalmácia, em terras não distantes de Aquileia, na Itália. Sua família era cristã, nobre e rica. Acompanhando o costume da época, foi batizado apenas aos 18 anos, contudo, teve uma educação cristã desde criança.
      Seu pai percebeu logo as precoces aptidões que Jerônimo tinha para os estudos e apenas esperou que ele chegasse à adolescência para enviá-lo a estudar em Roma. Ali usando a pequena fortuna que seu pai lhe deu, procurou os melhores mestres. Tendo, porém, uma juventude um tanto livre.
      No centro do mundo civilizado de então, o jovem dedicou-se com afinco aos estudos da gramática, da retórica e da filosofia. Estudou latim tendo como professor de línguas um famoso pagão chamado Donato.
      Jerônimo tornou-se um grande latinista, sendo também muito bom conhecedor do grego e de outros idiomas mais.
      Jerônimo recebeu o santo batismo na idade adulta. Ele foi batizado pelo Papa Libério. Já como cristão batizado, ele fez uma viagem de estudos pelas Gálias. Para acompanhá-lo levou consigo seu irmão de leite Bonoso.
      Nessa viagem, em Treveris, ele decidiu entregar-se ao serviço de Deus e, depois de conhecer ali uma das mais afamadas academias que existiam no Ocidente, ele continuou sua viagem. Foi primeiramente para a Grécia, depois visitou parte do Oriente Médio. Ali, numa região desértica perto de Antioquia, viveu alguns anos em plena solidão.
      Por essa ocasião, ele já tinha começado a dirigir seus estudos para outros pontos do saber humano, fora dos clássicos. Então, ele aproveitou seu tempo para estudar hebreu com um judeu convertido. Sua intenção era poder estudar as Sagradas Escrituras em seu idioma original. Isso não foi fácil: só o fim a que agora destinava seus estudos e o seu constante desejo de conhecimento lhe mantiveram nesse intento.
      Deus permitiu que o Diabo tentasse e torturasse a São Jerônimo, de forma que tinha tentações e desejos imundos contra o sexto mandamento da Lei. Frequentemente tinha lembranças de sua época de prazeres em Roma. Para vencer essas tentações orava e se penitenciava, muitas vezes fazia jejuns de uma semana.
      São Jerônimo foi para Jerusalém, para conhecer melhor as sagradas escrituras. Mas demorou para que se tornasse verdadeiramente cristão, pois a leitura da Bíblia lhe era muito pesada.
      Ele esteve algum tempo também na Antioquia da Síria. Ali prestou serviços ao Bispo Paulino que o incentivou a receber o sacramento da Ordem.
      Estava com mais de trinta anos quando tornou-se sacerdote. Ele obteve condições especiais de vida sacerdotal. Poderia continuar sua vida como monge e não estar sujeito à jurisdição de nenhuma diocese. Quase nunca exerceu o ministério sacerdotal. Tornou-se um monge para quem o isolamento monacal seria ocasião para dedicação total ao estudo, à reflexão, à oração, tendo em vista a difusão do cristianismo.
      Ele pôde nessa ocasião, com muita dificuldade, estudar hebraico e aperfeiçoar seus conhecimentos do grego tendo em vista poder compreender melhor as escrituras em suas línguas originais.
      O santo, após perceber que não tinha vocação para a solidão, regressou a Roma, onde esteve com Vossa Santidade, que sentiu necessidade de uma melhor tradução da Sarada Escritura. O Papa o encarregou de traduzir a Bíblia para o Latim.

      sábado, 29 de setembro de 2012

      São Miguel Arcanjo - Quem como Deus?

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      O Fato de o dia de São Miguel, cair durante a oitava de São Padre Pio, nos é por demais oportuno. Como já disse São Padre é juntamente com a Rainha do Universo, Nossa Senhora de Fátima, nosso padroeiro e a relação entre a Santíssima Virgem, São Padre Pio e São Miguel é extremamente estreita. Em unidade com o sacrifício da Cruz são as criaturas mais odiadas pelo demônio.

        Miguel é o grande general do exército celeste. Seu nome Mi-cha-el significa, quem é igual a Deus? Quando Lúcifer, cego pelo orgulho, quis igualar-se ao Altíssimo, Miguel exclamou com voz trovejante: "Quem é igual a Deus?" E acompanhado pelos anjos fiéis, precipitou do alto dos céus a tropa rebelde dos apóstatas. Assim se tornou o generalíssimo do incontável exército dos santos anjos. Vê-se, nos profetas, que era o protetor do povo de Israel; agora o é da Igreja. Rejubilemo-nos por estarmos sob o comando de tão destemido chefe; mas também imitemos a sua fidelidade.
        A guerra que outrora começara nos céus, prosseguiu sobre a terra e nós somos os objetos. Enquanto os anjos bons comandados por São Miguel nos querem no céu, os anjos maus, os demônios, nos querem no inferno. Com quem permaneceremos eternamente? Com quem estamos agora? Necessariamente devemos estar com um ou com outro: não é possível nos conservarmos neutros. Somos obrigados a fazer uma escolha. Não existe um equilíbrio. Se morrermos no estado em que nos encontramos, seria um anjo ou um demônio, que nos apresentaria ao tribunal de Deus? Com efeito, será que, ao morrermos, nos reconhecerá São Miguel, como fiéis companheiros de armas? Se me deixar derrotar pelo demônio nessa batalha, a culpa será unicamente minha. Deus em sua infinita misericórdia, após ter morrido por nós, da forma mais humilhante possível, nos deu Sua Mãe, nos deu os mártires e os santos e nos deu São Miguel nosso príncipe e general.
        Peçamos a Santíssima Virgem, que ao comando de São Miguel Arcanjo, combatamos o bom combate afim de que no final de nossa peregrinação terrestre recebamos a coroa da vida.

        quinta-feira, 27 de setembro de 2012

        Cura de Queimaduras - São Padre Pio

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        Cura das Queimaduras da Tia
        O primeiro milagre atribuído ao do Padre Pio, aconteceu em 1908. Naquela época ele morava no convento de Montefusco. Um dia ele decidiu ir a floresta para colher castanhas em uma bolsa. Ele enviou esta bolsa para sua tia Daria em Pietrelcina. Ela sempre foi muito afetuosa para com ele. A sua tia recebeu a bolsa e comeu as castanhas e depois guardou-a como lembrança. Poucos dias depois sua tia Daria estava procurando algo em uma gaveta onde o seu marido normalmente guardava pólvora. Era noite e ela estava usando uma vela quando de repente a gaveta pegou fogo. O fogo atingiu Tia Daria e num instante, ela pegou a bolsa que tinha as castanhas de Padre Pio e a pôs na sua face. Imediatamente sua dor desapareceu e não ficou nenhuma ferida ou queimadura na sua face.

          Cura das Queimaduras de uma menina
          Testemunho de uma mãe: “Minha primeira filha, nasceu em 1953 quando tinha um ano e meio; o Padre Pio salvou a sua vida em forma súbita e milagrosa. Na manhã de 06 de Janeiro de 1955 meu marido e eu estávamos na igreja assistindo à Santa Missa e nossa filha estava em casa com o avô dela. De repente um acidente aconteceu, e nossa filha se queimou com uma panela de água quente. A queimadura era tão grande quanto séria; o atingiu desde estômago até a parte de atrás. O doutor recomendou para a hospitalizá-la imediatamente; porque ela poderia morrer devido ao estado de gravidade suprema... Por isto ele não nos deu nenhum medicamento. Desesperada ao ver sofrendo a minha filha, nisso que o doutor se foi; eu invoquei fortemente o Padre Pio que entrevisse urgentemente. Enquanto eu estava pronta para levá-la para o hospital, já era quase meio-dia; quando de repente a menina que estava só no quarto me chamou mãe, mãe olhe eu já não tenho nenhuma ferida”. E quem desapareceu suas feridas? eu perguntei amedrontada e com grande curiosidade. Ela respondeu. “Mãe o Padre Pio veio, e ele curou minhas feridas pondo suas mãos sagradas em minha queimadura”. Realmente para surpresa de todos, não havia nenhum sinal ou marca que havia alguma queimadura; o corpo de minha filha era totalmente saudável, e pensar que alguns minutos antes que o médico a condenou.

          quarta-feira, 26 de setembro de 2012

          Tramas do maligno - contra São Padre Pio


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          Carta para Padre Agostino, 5 de Novembro de 1912.
          "Querido padre, esta é a segunda carta que lhe escrevo, graças a DEUS, e segue com o mesmo conteúdo da anterior. Estou seguro que Padre Evangelista já o informou sobre a nova guerra que os apóstatas impuros estão fazendo contra mim. Meu Padre, eles não podem vencer a minha resistência. Eu lhe informo sobre as armadilhas que eles gostam de me induzir me privando de suas orientações. Eu encontro nas cartas o meu único conforto. Mas para glorificar a DEUS e produzir confusão neles, eu aguentarei tudo. Eu não posso explicar aqui, como eles estão me cercando. Às vezes penso que vou morrer. Sábado passado pensei que realmente eles queriam me matar, eu não sabia a que santo pedir ajuda. Então, supliquei ajuda a meu Anjo da Guarda, e depois de esperar um longo tempo, finalmente ele voou ao redor de mim e com sua voz angelical cantou um hino a DEUS. Então aconteceu uma dessas cenas em família. Zanguei com ele severamente porque me tinha feito esperar tanto pela ajuda, apesar de minha súplica ter sido urgente. Assim, meio tristonho, dei-lhe um castigo, não quis olhar para a sua face. Eu queria que ele recebesse um castigo para ser mais pontual, mas ele quis escapar. Percebi que ele ficou sentido e estava chorando. Então, arrependido de ter sido exigente, o fixei e nós dois acabamos sorrindo juntos".



            Carta para o Padre Agostino datada de 18 de Novembro de 1912.
            "O inimigo não quer me deixar, me bate continuamente. Ele tenta envenenar a minha vida com armadilhas infernais. Ele fica mais perturbado, porque lhe escrevo e conto todos estes fatos. O demônio me sugere não lhe contar as coisas que acontecem entre ele e eu. Ele me pede que narre as visitas boas que recebo. Na realidade ele me disse que você só gosta destas histórias. O pastor (o Senhor Bispo Diocesano) foi informado destas batalhas que travo com estes demônios e com referência às cartas que lhe escrevo. Então me sugeriu ir até ele, mostrar primeiro a minha carta para ele ver e depois, lhe mostrar a sua quando chegasse. Agora, atualmente, quando abri a sua carta junto do pastor, encontramos a carta suja de tinta. Era vingança do diabo! Eu não posso acreditar que você me tenha enviado a carta suja porque você sabe que eu não enxergo bem. No princípio não pudemos ler a carta, mas depois de sobrepor o Crucifixo em cima da carta, tivemos sucesso na leitura, até mesmo sendo capazes de ler as letras pequenas”.


            Carta para o seu Confessor, Padre Agostino, 13 de Fevereiro de 1913.
            "Agora, vinte e dois dias passados desde que JESUS permitiu aos diabos descarregarem a raiva deles em mim, meu corpo, meu Padre, até o presente está todo marcado pelos golpes que recebi. Várias vezes, tiraram minha camisa e me golpearam de forma brutal".


            Carta para o Diretor Espiritual, Padre Benedetto, 18 de Março de 1913.
            "Os diabos não deixam de me golpear e me tiram da cama. Removem a minha camisa para bater em mim. Mas agora eles já não me assustam mais. JESUS me ama, me levanta e me coloca na cama".



            terça-feira, 25 de setembro de 2012

            Milagres de São Padre Pio - Os militares

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            Como São Padre Pio é o padroeiro do nosso blog. Realizando um costume antigo, iremos celebrar o seu dia durante a oitava. Nesse post falaremos dos milagres de São Padre Pio relacionados aos militares.

            O Oficial

            Um dia, um oficial do Exército Italiano chegou na sacristia e vendo o Padre Pio disse: "Sim, aqui está ele! Eu não estou enganado, é ele mesmo!" Aproximou-se do Padre Pio e se ajoelhou diante dele e chorando disse: "Obrigado Padre, o senhor salvou a minha vida”. O oficial contou o fato: "Eu era Capitão da Infantaria e um dia, no campo de batalha, diante de um terrível fogo inimigo estava rezando e suplicando ao SENHOR que iluminasse o meu procedimento, quando vi a uma certa distância um frade que me disse”: "Senhor, afaste-se deste local". “Sem pensar, movido apenas por um sentimento de defesa, caminhei rápido na direção dele e, poucos segundos depois, no lugar onde estava, caiu uma granada e estourou forte abrindo uma enorme cratera. Eu me virei para encontrar o frade, mas ele não estava mais lá”.

            Desvio do ataque e conversão dos pilotos

            Na cidade de Bari, na Itália, durante a II Guerra Mundial se encontrava a sede do Comando da Força Aérea Americana. Durante a guerra, muitos oficiais se dirigiam a San Giovanni Rotondo, para conhecer e ver o Padre Pio. Inclusive o general comandante foi protagonista de um episódio assombroso. Esse oficial americano quis levar um esquadrão de bombardeiros para destruir um depósito de material de guerra alemão, que se localizava próximo a San Giovanni Rotondo. O general disse: “Quando os aviões estavam próximos ao alvo, eles viram no céu um monge com as mãos erguidas, desviando os aviões. As bombas lançadas foram cair nos bosques, distante do lugarejo. Sem qualquer explicação, os aviões tinham mudado o percurso”. Todos se perguntavam quem era aquele monge que os aviões tinham obedecido. Alguém falou para o General que em San Giovanni Rotondo tinha um monge que fazia milagres. Ele então decidiu, assim que terminasse a guerra, ia verificar quem era o monge que eles tinham visto no Céu. Depois da guerra o General foi ao Convento dos Capuchinhos com alguns pilotos. Entrando na Sacristia encontrou vários monges e entre eles reconheceu imediatamente o monge que tinha parado os seus aviões: era o Padre Pio. O Padre caminhou ao seu encontro e ao chegar perto disse: "Então foi você que quis matar todos nós”? Iluminado pelo olhar e pelas palavras do Padre, o General se ajoelhou diante dele. Como de costume o Padre Pio falou no seu dialeto local, mas o General que mau falava o italiano, se convenceu que o monge tinha falado em inglês, porque entendeu perfeitamente as suas palavras. Este era mais um dos muitos dons que o Padre Pio possuía. Todos ficaram admirados, e o General e seus companheiros aviadores que eram protestantes, se converteram ao catolicismo.

            domingo, 23 de setembro de 2012

            São Pio de Pietrelcina - Um Anjo Sem Asas

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            Tendo tido uma visão, onde Deus lhe mostrava a ação de satanás no século XX, o Papa Leão XIII, o consagra ao Espirito Santo. E em resposta a essa consagração, Deus em Sua infinita misericórdia, nos presenteia com a Aparição da Santíssima Virgem em Fatima e com vida e os milagres de São Padre Pio de Pietrelcina.

              Quarto filho de uma família de sete irmãos, recebe o nome de Francesco (Francisco) Forgione. Nascido no dia 25 de Maio de 1887, desde muito pequeno rezava o santo rosário com a família, após a chegada de seu pai Grazio, do campo onde ele trabalhava.

              Os seus vizinhos não o viam como o homem que seria, mas sua Mãe (Giuseppa), já notava alguns sinais. Pois não raramente Francisco deixava de brincar para orar e meditar.

              Ao fechar os olhos Francisco tinha a visão do paraíso e pela manhã era acordado pelo seu Anjo da Guarda para rezarem juntos, mas para ele isso era algo normal e acontecia com todos.

              Francisco passou a ter muita vontade de estudar, para arcar com isso seu pai se foi para os EUA. E com o dinheiro que enviava Giuseppa  colocou-o em uma escola.

              O comportamento virtuoso de um Frei, o Frei Camilo, fascinou o jovem Francisco que resolve seguir os seus passos e se tornar um capuchinho.

              Aos 14 anos, ele já tinha certeza de sua vocação como revelou a seu pai em carta:
              "No próximo ano, se Deus quiser, todas as festas e todos os divertimentos terão acabado para mim, porque abandonarei esta vida para abraçar uma melhor"

              Com 16 anos ingressa no convento capuchinho de Morcone. Na despedida mamãe Peppa desmaiou e depois de acordar lhe entregou um terço do rosário, que carregaria para sempre consigo. 

              Em 1903, Francisco vestiu o habito capuchinho. Desde ai, passou a se chamar Pio de Pietrelcina.

              Como noviço Pio seguia exemplarmente a regra da Ordem, fazendo jejuns e penitencias, inclusive a autoflagelação nas sextas e terças dias dedicados a meditação da Paixão e Morte de Cristo.

              Seu pai retorna a sua casa depois de 5 anos fora. E 7 anos depois viajava novamente, dessa vez para a Argentina, para custear os estudos de seu filho Pio.

              Em 1907, frei Pio faz a profissão dos votos de pobreza, castidade e obediência, abraçando definitivamente a vida penitente. Três anos depois foi ordenado Sacerdote e celebrou sua primeira missa em Pietrelcina, cercado por seus familiares e conterrâneos.   

              Cumprindo a profecia de seu diretor espiritual Padre Agostinho: "Você tem pouca saúde e, portanto, não pode ser um pregador. Auguro-lhe, por isso, que seja um grande confessor". Padre Pio fez do confessionário um verdadeiro hospital, onde curou a alma de inúmeros penitentes. 

              Sendo um bom franciscano Padre Pio era extremamente devoto da cruz, tinha uma identificação tão grande com crucificado que se uniu misticamente ao sacrifício de Cristo de uma forma tão extraordinária que recebeu os sagrados estigmas, as cinco chagas.

              Para São Padre o espiritual não era invisível, pois não raramente era visitado por JESUS Cristo, por Nossa Senhora e por Anjos e Santos. Aconselhava não só o seu, mas também os Anjos da Guarda de seus filhos espirituais.

              São Padre Pio foi e é um farol em meio a escuridão do ceticismo, do modernismo que penetra o coração de alguns católicos. São Padre Pio serve como exemplo, para os sacerdotes que abandonam seu ministério, para fazerem serviços que competem a leigos e para sacerdotes que abandonam  o habito para se sentirem jovens. São Padre Pio o primeiro sacerdote a ter os sagrados estigmas, um exemplo de obediência, um exemplo na luta contra o comunismo e contra as imoralidades. São Padre Pio um Anjo sem Asas.

              São Padre Pio de Pietrelcina. Proteggimi!!!

              terça-feira, 21 de agosto de 2012

              São Bernardo de Claraval

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              Varão de fogo, conselheiro de Papas e monarcas, denominado pelo Papa Inocêncio II de "muralha inexpugnável que sustenta a Igreja", São Bernardo foi também admirável
              arauto da Virgem Maria e um dos  primeiros apóstolos da mediação
              universal da Mãe de Deus

                O profeta do século XII
                No século XII a Civilização Cristã havia atingido um auge que nenhum santo poderia ter imaginado nos albores duros e sangrentos da primeira época da Igreja: "A filosofia do Evangelho governava os Estados; a influência da sabedoria cristã e sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil" — afirmou Leão XIII na Immortale Dei.
                O sustentáculo dessa sociedade sacral havia sido, durante mais de um século, a santidade emanada da abadia beneditina de Cluny. Tendo-se espalhado rapidamente por todo o Ocidente cristão, esses filhos de São Bento influenciavam e orientavam a espiritualidade e a cultura dos povos da Europa a partir do interior de seus imensos mosteiros, do alto dos púlpitos, desenvolvendo uma belíssima e aristocrática liturgia e encantando as multidões com o angélico canto gregoriano.
                Entretanto, após alcançar o píncaro, a grandeza de Cluny desvanecia-se lentamente, quiçá por não ter havido almas generosas que, no ápice do esplendor, quisessem partir para novos extremos de santidade.
                Surgiu então, não uma instituição, mas um homem que foi o reformador da disciplina eclesiástica, o modelo de todas as virtudes, a voz de Deus a indicar novos rumos àquela sociedade que começava a vacilar: Bernardo de Claraval.
                Um misterioso desígnio
                No ano de 1091 nascia num castelo da Borgonha o terceiro filho do senhor de Fontaines e da virtuosa dama Alet. Pouco antes de dar à luz o menino, teve ela um sonho tão nítido e expressivo que sua maternal intuição não deixou de ver nele um providencial aviso sobre o futuro do filho: tinha-lhe aparecido um cachorrinho de alvíssima pele que latia fortemente e sem cessar. Aflita, porém, por não alcançar uma clara interpretação que traduzisse seus pressentimentos, consultou um servo de Deus, o qual lhe respondeu: "O menino será um grande pregador e latirá continuamente para guardar a Casa de Deus, e curará as chagas de muitas almas".
                Descendente de duas nobres famílias e pairando sobre ele esse misterioso vaticínio, criou-o sua mãe com especial esmero, e logo que foi possível o enviou a uma famosa escola na cidade de Châtillon-sur-Seine. Seu grande talento intelectual causava admiração aos mestres e prometia-lhe uma brilhante carreira. A índole afável e um tanto tímida de Bernardo possuía uma nota de nobreza e amenidade que atraía muitos a ele.
                Em pouco tempo, sentiu arder na alma o desejo da glória da ciência e de uma existência mundana vivida na opulência. O demônio, o mundo e a carne tentaram incontáveis vezes arrastá-lo para a perdição, mas, apesar desses assaltos, conservou sempre íntegra sua inocência batismal.
                Certa vez, sentindo especial atração por uma formosa e pouco virtuosa jovem, e querendo a qualquer preço evitar a menor falta, lançou-se num pequeno lago de água gelada (era inverno) e lá permaneceu, submergido até o pescoço, e dali o retiraram quase sem sentidos.
                O chamado do Senhor
                Contava Bernardo 21 anos de idade, e a graça divina havia muito batia às portas de seu coração ardente: "Para que vieste ao mundo?" Esta pergunta vinha lhe à mente com freqüência cada vez maior.
                A radicalidade da vida monástica atraía aquela alma feita para grandes atos de heroísmo: abandonar honras, riqueza e família, consagrar-se para sempre ao serviço do Rei Eterno, viver daquele amor sobrenatural cujas labaredas cresciam sem cessar em seu interior... Entretanto, não faltavam parentes e amigos que o exortavam a seguir uma estrada mais larga: grandes glórias mundanas prometiam as incomuns qualidades do jovem Bernardo; sua precária saúde e débil compleição não suportariam as austeridades da vida religiosa; pode-se também servir a Deus sem enterrar num claustro os talentos de tão gentil caráter...
                Afligido por esses pensamentos e combates, entrou certo dia numa igreja e implorou uma luz celeste que lhe desse a conhecer, sem sombra de dúvida, o desígnio de Deus a seu respeito. E o Senhor não tardou em socorrer seu escolhido que a Ele clamava.
                Levantou-se Bernardo fortalecido e cheio de sobrenatural certeza, e dirigiu-se para um mosteiro quase desconhecido, fundado não havia muito tempo pelo santo abade Roberto de Molesmes e situado num bosque não distante do castelo de sua família: Cister.
                Entretanto, não quis partir só para aquele austero claustro onde nascia, em meio a dificuldades sem conta, uma nova ordem religiosa: com inspirada eloqüência, arrastou consigo seu tio materno, quatro irmãos e mais trinta cavaleiros companheiros seus! O último irmão de Bernardo, por ser ainda muito novo, escutou as seguintes palavras:"Fica com Deus.
                Nós partimos para o mosteiro e te deixamos todos os nossos haveres". Desolado, o menino respondeu: "Vós conquistais o Céu e me deixais a terra? Má partilha esta!" E poucos dias depois, bateu àquelas benditas portas que já tinham acolhido seus cinco irmãos mais velhos..
                O vale da luz
                Se exíguo tinha sido durante muitos anos o número de monges de Cister, logo ficaram estreitas, graças a Bernardo, suas rudes paredes de pedra.
                Por ordem de seu superior, agora Santo Estevão Harding, partiu ele, acompanhado de doze companheiros, a fundar uma nova abadia. Tinha apenas 25 anos.
                A paragem escolhida foi um isolado e sombrio vale, temido por causa dos ladrões que ali se refugiavam. Mas em pouco tempo a floresta cedeu lugar aos campos cultivados, os muros começaram a elevar-se, vozes puras e varonis fizeram ecoar a laus perenni naquelas vastidões, e a luz divina refletida por São Bernardo dissipou as obscuridades do lugar, que passou a chamar-se Clara Vallis — Claraval.
                Atraídos pela fama de santidade que logo aureolou esse mosteiro, acorreram numerosos jovens, nobres e plebeus, cultos e ignorantes, desejosos de seguir a Cristo na pobreza, obediência e castidade, sob a direção do jovem abade. Passou assim de 700 o número de monges que enchiam a abadia do vale da luz.
                Voz e braço de Deus
                Mas a luz não foi feita para ser escondida e sim para iluminar e brilhar aos olhos de todos (cfr. Mt 5, 15-16). Em vão procurava Bernardo a solidão e o silêncio de seu amado vale. Contra sua vontade, tornou-se o conselheiro de Papas, bispos e monarcas, o diretor espiritual da Europa medieval, o Moisés da Cristandade.
                Não havia pregador mais ardente nem personagem com maior prestígio do que ele. Venerado como santo pelas multidões e reconhecido como profeta e taumaturgo, sua mera presença, suas palavras e escritos despertavam um entusiasmo novo e combatiam vitoriosamente as heresias e os adversários da Igreja. Tendo-se levantado naquele tempo um perigoso cisma na Igreja de Deus, quase todos os fiéis vacilavam, desorientados, entre o legítimo Pontífice e um antipapa chamado Anacleto.
                Teólogos e doutores discutiam com denodo argumentos em favor de um ou de outro, sem chegar a resultados convincentes ou definitivos. Os olhos de muitos voltaram-se então para o santo abade de Claraval, à procura de uma palavra que resolvesse a espinhosa questão. Acudiu Bernardo ao Concílio de todos os bispos do reino da França, e com sua inspirada e ardente eloqüência decidiu o voto da assembléia em favor do legítimo Papa, Inocêncio II.
                Entretanto,o incêndio da divisão não se extinguiu imediatamente. Na província da Gasconha, o orgulho de um bispo sustentado pela ambição de um conde da região, ainda se levantava contra o verdadeiro pastor da Santa Igreja. O Papa enviou São Bernardo para pôr fim a esta triste situação, na expectativa de que a sabedoria do santo triunfaria onde os raciocínios dos teólogos haviam fracassado. Mas em vão tentou ele reduzir à justa obediência o agitado espírito do bispo revoltado. Procurou, então, convencer o despótico conde, demonstrando-lhe a loucura de sua posição. Ambos, porém, ébrios de orgulho, obstinavam-se no erro.
                Contristado ante tanta maldade, mas decidido a fazer prevalecer a autoridade do Sumo Pontífice, convocou Bernardo todo o povo à catedral da cidade e celebrou solenemente o Santo Sacrifício do altar. Após a Consagração, levando em suas mãos o Santíssimo Sacramento sobre uma patena, dirigiu-se à praça onde se encontrava o conde que, por estar excomungado, não podia entrar no templo. Olhando-o severamente, disse-lhe com voz ameaçadora: "Nós te rogamos e tu nos desprezaste; muitos servos de Deus suplicaram e tu de ninguém fizeste caso.
                Eis que o Filho da Virgem, Cabeça e Senhor da Igreja que tu persegues vem à tua presença! É o Juiz em cujas mãos um dia tua alma cairá.Vejamos se também a Ele viras as costas como a nós as tornaste!"Como outrora os vendilhões do Templo de Jerusalém haviam fugido diante do Mestre irado, o infeliz conde, ao escutar essas palavras, rolou por terra, aterrorizado. Levantou-se depois, tocado finalmente pela graça de Deus, prostrou-se cheio de arrependimento aos pés do santo abade e fez tudo quanto este lhe ordenou.
                Travou mais tarde tão estreita amizade com Bernardo que, seguindo seu santos conselhos, abandonou o mundo e acabou seus dias num convento. O Bispo recalcitrante, porém, obstinado em sua malícia, foi um dia achado morto em sua cama, sem confissão nem viático.
                Arauto de Nossa Senhora
                Mas este varão de fogo, denominado pelo Papa Inocêncio II de "muralha inexpugnável que sustenta a Igreja", passou para a História com o título de "Doutor Melífluo", porque a unção de suas exortações levava todos a afirmar que seus lábios destilavam puríssimo mel.
                Quem, no mundo cristão, não conhece a incomparável e doce prece "Lembrai- vos", a ele atribuída? Foi um dos primeiros a chamar de "Nossa Senhora" a Mãe de Deus. Conta a tradição que, escutando certa feita seus irmãos cantarem a Salve Regina, irrompeu de seu coração pervadido de enlevo a tríplice exclamação que hoje coroa esta oração: "Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria!" Foi também um dos primeiros apóstolos da mediação universal de Maria Santíssima, deixando esta doutrina claramente consignada em numerosos sermões: "Porque éramos indignos de receber qualquer coisa, foi-nos dada Maria para, por meio d'Ela, obtermos tudo quanto necessitamos. Quis Deus que nós nada recebamos sem haver passado antes pelas mãos de Maria.
                (...) Como mais íntimo de nossa alma, com todos os afetos de nosso coração e todos os sentimentos e desejos de nossa vontade, veneremos a Maria, porque esta é a vontade d'Aquele Senhor que quis que tudo recebamos por Maria."
                "Vinde,bendito de meu Pai"
                Retornando de uma missão apostólica, quando já estava com 63 anos de idade, curou uma mulher cega, na presença de uma enorme multidão que acorria para venerá-lo. Foi o último milagre realizado na sua existência terrena.
                Ao chegar a seu amado mosteiro de Claraval, sentia-se desfalecer.
                Mas transbordava de sua alma a serena confiança do navegante que finalmente avista o porto anelado. Ele mesmo, numa carta, dá conta de sua derradeira moléstia, pouco antes de partir para a eternidade: "O sono foge de mim, para que a dor não se mitigue estando os sentidos adormecidos.
                Quase tudo o que padeço são dores no estômago. Para nada ocultar a um amigo que deseja conhecer o estado de seu amigo, e falando não como sábio, segundo o homem interior, digo-vos que o espírito está pronto, na carne fraca. Rogai ao Salvador, o qual não quer a morte do pecador, que não atrase mais o meu fim, mas o guarde e ampare".
                Bispos, abades e monges circundavam o leito onde agonizava aquele profeta do Senhor. Choravam eles o superior que aconselhava, o doutor que ensinava, o pai que os amava, o varão de Deus que os santificava. Mas este até o último alento os animou e consolou, e com grande despretensão dizia que já era tempo de um servo inútil passar a outro aquele cargo, e uma árvore estéril ser arrancada... No dia 20 de agosto de 1153, às nove horas da manhã, entregou sua puríssima alma a seu Criador e Redentor.     (Revista Arautos do Evangelho, Agosto/2006, n. 56, p. 22 à 25)

                quinta-feira, 16 de agosto de 2012

                Um grande Santo Contemporâneo

                file_78974_maximiliano_kolbe-topo

                Um santo para nossos dias: utilizando os progressos técnicos a serviço da Fé, montou um portentoso apostolado pela imprensa para difundir a devoção a Maria. E ainda morreu mártir da caridade, como sempre desejou


                  Sobre a trágica morte de São Maximiliano Kolbe no campo de extermínio de Auschwitz, muito se sabe e se comenta. Menos conhecida, entretanto, é sua existência cheia de inteligentes e ousados empreendimentos apostólicos, fruto de um espírito de grandes horizontes iluminado por entranhada devoção à Virgem Santíssima.

                  Talis vita, finis ita,1 diz um conhecido adágio romano. Se Maximiliano teve, no fim da sua existência, o heroico gesto que o conduziria ao martírio, foi porque Maria Imaculada o inspirou. E ele soube corresponder inteiramente, já desde menino, a tão bela e elevada vocação.

                  Nascido na era do progresso

                  A Polônia dos anos finais do século XIX e iniciais do XX, como toda a Europa e a América, achava-se em plena prosperidade material. A sociedade de então se deliciava na euforia e no esplendor da Belle Époque, na fartura e no conforto, mais preocupada com o gozo da vida do que com o que se relacionava com a Religião. O laicismo dominava as mentes e os costumes.

                  Nesse contexto histórico, nasceu Raimundo Kolbe, em 8 de janeiro de 1894, na cidade polonesa de Zduńska Wola, recebendo no mesmo dia as águas batismais. Seus pais, Júlio Kolbe e Maria Dabrowska, eram lídimos cristãos e devotíssimos da Virgem Maria. De seus cinco filhos, dois faleceram quando ainda crianças, e os outros três abraçaram a vida religiosa.

                  Uma visão que deu rumo à sua vida

                  Criança muito viva e travessa, Raimundo recebeu certo dia uma repreensão de sua mãe que lhe marcou a vida:

                  Madonna del Miracolo.JPG

                  Um busto de São Maximiliano Kolbe encontra-se
                  junto ao altar da Madonna del Miraccolo,
                  lembrando  que ali foi celebrada sua
                  primeira Missa
                  Altar da Madonna del Miraccolo, na Igreja
                  de  Sant'Andrea delle Fratte, Roma

                  - Se aos dez anos você é tão mau menino, briguento e malcriado, como será mais tarde?

                  Essas palavras calaram fundo na alma do pequeno. Ficou aflito e pensativo. Queria mudar de vida e recorreu a Nossa Senhora. Ajoelhado aos pés de uma bela imagem da igreja paroquial, perguntou-Lhe:

                  - Que vai acontecer comigo?

                  Qual não foi sua surpresa, quando lhe apareceu a Mãe de Deus, trazendo em Suas mãos duas coroas, uma branca e outra vermelha. Sorrindo maternalmente, perguntou-lhe qual escolhia. A branca significava que perseveraria na castidade e a vermelha, que seria mártir. Grande alma, ele escolheu as duas.

                  A vocação religiosa

                  Nasceu-lhe, então, por graça da Imaculada, a vocação religiosa. Decidiu ser capuchinho franciscano, e aos 14 anos começou os estudos em ?ód?, no seminário menor dos frades conventuais, junto com seu irmão Francisco.

                  Aos 16 anos, foi admitido no noviciado, escolhendo o nome de Maximiliano, em honra do grande mártir africano. Quiçá pensasse já em seu futuro...

                  No ano seguinte, pronunciou os votos simples. Por sua privilegiada inteligência, decidiram os superiores mandá-lo para a Cidade Eterna, a fim de continuar os estudos no Colégio Seráfico Internacional, dos franciscanos, e em seguida cursar filosofia na famosa Universidade Gregoriana.

                  Ouvindo falar das especiais dificuldades que havia para se manter a pureza na Roma de então, o jovem frade pediu para não ir. Mas, em nome da santa obediência, partiu para a Capital da Cristandade onde, além de completar seus estudos, fez sua profissão solene a 1 de novembro de 1914, acrescentando ao seu nome religioso o de Maria, a Virgem Imaculada.

                  Começam os anos de luta

                  Em Roma, Maximiliano chocou-se com a insolência com que os inimigos da Igreja a atacavam, sem a proporcionada reação dos católicos. Resolveu então entrar na luta antes mesmo de receber a ordenação presbiteral. Reunindo em torno de si seis condiscípulos, fundou em 1917 a associação apostólica Milícia de Maria Imaculada, cujos estatutos começavam por declarar seus objetivos: a conversão dos pecadores, inclusive dos inimigos da Igreja, e a santificação de todos os seus membros, sob a proteção de Maria Imaculada. Nela aceitou apenas jovens destemidos e verdadeiramente dispostos a acompanhá- lo nessa empresa, com o título de Cavaleiros de Vanguarda.

                  SMAXIMILIANO.jpeg

                  Sua sede de almas ficou gravada nas atas de sua ordenação sacerdotal, que se deu em 28 de abril de 1918. Na manhã seguinte, quis celebrar sua primeira Missa no altar da Madonna del Miraccolo, na igreja de Sant'Andrea delle Fratte, porque aí se dera o célebre episódio com Afonso Maria Ratisbonne: ante a aparição da Santíssima Virgem, ajoelhara-se judeu e levantara católico, numa conversão miraculosa e instantânea, em 1842. E na agenda das Missas de seus primeiros dias de sacerdote, o padre Kolbe escreveu que queria celebrar o Santo Sacrifício para "impetrar a conversão dos pecadores e a graça de ser apóstolo e mártir".2

                  Progresso a serviço da Fé

                  Voltando à Polônia em 1919, esteve internado em um sanatório devido a sérios problemas de saúde. Tão logo se restabeleceu, fundou o jornal mensal da sua associação - Cavaleiro da Imaculada - pondo o progresso técnico do seu tempo em matéria gráfica, a serviço da Fé.

                  Na véspera do lançamento, reuniu os operários, colaboradores e redatores - ao todo 327 pessoas -, e passaram o dia em jejum e oração. Nessa noite, foi organizada uma grande vigília de Adoração ao Santíssimo Sacramento e de oração à Santíssima Virgem, para que abençoassem esse empreendimento. Na noite seguinte, as rotativas imprimiram o primeiro número do jornal, "filho" dessas orações. Um grande impulso à sua obra ocorreu em 1927, quando o príncipe João Drucko-Lubecki cedeu ao padre Maximiliano um terreno situado a 40 quilômetros de Varsóvia. Aí, homem de grandes horizontes, começou ele a construir uma Niepokalanów - Cidade de Maria. Planejava a edificação de um enorme convento e novas instalações de sua obra de imprensa. Com que dinheiro? "Maria proverá - dizia o santo varão - este é um negócio dEla e de seu Filho!".

                  E não foi defraudado em sua confiança. Em 1939, o jornal tinha já a surpreendente tiragem de um milhão de exemplares, e a ele se haviam juntado outros dezessete periódicos de menor porte, além de uma emissora de rádio. A Cidade de Maria contava então com 762 habitantes, sendo 13 sacerdotes, 18 noviços, 527 irmãos leigos, 122 seminaristas menores e 82 candidatos ao sacerdócio. Nela habitavam também médicos, dentistas, agricultores, mecânicos, alfaiates, construtores, impressores, jardineiros e cozinheiros, além de um corpo de bombeiros.

                  O que alimentava o dinamismo de sua obra apostólica era a sólida piedade incutida por ele nos seus discípulos. Sua mola propulsora era o amor entusiasta e militante a Maria Imaculada, da qual ele se sentia, mais do que um escravo, uma simples propriedade. E na Eucaristia estava a fonte da fecundidade de seus empreendimentos. Instituiu a Adoração Perpétua em Niepokalanów, e ele mesmo iniciava todos os seus trabalhos com um ato de Adoração ao Santíssimo Sacramento.

                  Incursão pelo Oriente

                  Em seu anelo de expandir por todo o orbe sua obra evangelizadora, decidiu fazer uma incursão pelo Oriente, pois queria editar sua revista nos mais diversos idiomas para atingir milhões de almas em todo o globo. Aspirava ter uma Cidade de Maria em cada país.

                  De início, conseguiu fundar uma em Nagasaki, no Japão. Em 1930, a Niepokalanów japonesa dispunha já de uma tipografia onde foram impressos os primeiros dez mil exemplares de Cavaleiro da Imaculada no idioma dos samurais. Até os dias de hoje, mantém-se ali sua obra apostólica, com trabalhadores nativos e numerosos sacerdotes.

                  sao maximiliano kolbe_2.JPG

                  "Quanto mais pertençamos
                  à Imaculada, tanto melhor
                  compreenderemos e amaremos
                  o Coração de Jesus"
                  São Maximiliano Kolbe, meses
                  antes de ser preso pela Gestapo

                  Mais tarde, antes dos trágicos acontecimentos da Guerra, contou a seus religiosos uma graça mística que recebera em terras nipônicas. Graça quiçá decisiva para sua fortaleza nas atribulações pelas quais teve de passar. No refeitório da Cidade de Maria, depois de um jantar, disse-lhes: "Eu vou morrer e vocês vão ficar. Antes de me despedir deste mundo, quero deixar- lhes uma lembrança [...], contando- lhes algo, pois minha alma está transbordando de alegria: o Céu me foi prometido com toda segurança, quando estava no Japão. [...] Lembrem-se disso e aprendam a estar prontos para os maiores sofrimentos".3

                  A Segunda Guerra Mundial

                  Quando estourou a Segunda Guerra Mundial, em 1939, a Cidade de Maria ficou muito exposta a riscos, pois se situava nas imediações da estrada de Potsdam a Varsóvia, rota provável de uma eventual invasão das tropas nazistas. Motivo pelo qual a prefeitura de Varsóvia ordenou sua pronta evacuação. Padre Maximiliano conseguiu lugar seguro para todos os irmãos, mas permaneceu ali, com cinquenta de seus colaboradores mais imediatos.

                  Em setembro, as tropas invasoras levaram-nos presos para Amtitz. Mas na festa da Imaculada, dia 8 de dezembro, foram todos libertados e voltaram para sua Niepokalanów, transformando- a em refúgio e hospital para feridos de guerra, prófugos e judeus.

                  Retomaram também o labor apostólico, pois os invasores permitiram ao padre Kolbe continuar com suas publicações, à espera de um pretexto para acabar com seu apostolado. Com grande coragem, escreveu ele no último número de Cavaleiro da Imaculada, as seguintes palavras, de admirável honestidade intelectual e integridade de convicções: "Ninguém no mundo pode mudar a verdade. O que podemos fazer é procurá-la e servi-la quando a tenhamos encontrado. O conflito real de hoje é um conflito interno. Mais além dos exércitos de ocupação e das hecatombes dos campos de extermínio, há dois inimigos irreconciliáveis no mais profundo de cada alma: o bem e o mal, o pecado e o amor. De que nos adiantam vitórias nos campos de batalha, se somos derrotados no mais profundo de nossas almas?".4

                  A propósito disso, em fevereiro de 1941, a Gestapo irrompeu na Cidade de Maria e levou presos o padre Kolbe e outros quatro frades, os mais anciãos. Na prisão de Pawiak, em Varsóvia, foi submetido a injúrias e vexações, e depois trasladado para o campo de extermínio de Auschwitz.

                  No campo de Auschwitz

                  Começaram para o santo mártir as estações de sua via-crucis. Passou a primeira noite numa sala com outros 320 prisioneiros. Na manhã seguinte, foram todos desnudados, lavados com jatos de água gelada e recebendo cada qual uma jaqueta com um número. Coube-lhe o 16.670. Quando o oficial viu seu hábito religioso, ficou irritado. Arrancando com violência o Crucifixo de seu pescoço, gritou-lhe:

                  - E tu acreditas nisto?

                  Ante a categórica resposta afirmativa, deu-lhe uma "valente" bofetada! Por três vezes repetiu a pergunta e por três vezes o santo religioso confessou sua Fé, recebendo o mesmo bestial ultraje. A exemplo dos Apóstolos, São Maximiliano dava graças a Deus por ser digno de sofrer por Cristo: "Eles saíram da sala do Grande Conselho, cheios de alegria, por terem sido achados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus" (At 5, 41). Maria não o abandonou um instante sequer.

                  Ao entrar no campo de concentração, os guardas faziam uma revista minuciosa em todos os prisioneiros e lhes tiravam todos os objetos pessoais. Entretanto, o soldado que revistou o padre Kolbe devolveu-lhe o Rosário, dizendo:

                  - Tome seu Rosário. E vá lá para dentro! - Era um sorriso de Nossa Senhora, como a dizer-lhe que estaria com ele a cada momento.

                  Martírio no "‘bunker' da morte"

                  São bem conhecidos os demais episódios que se deram no campo de Auschwitz: o comportamento do santo sacerdote franciscano, sua incansável atividade apostólica, em cada bloco para onde era mandado, etc.S Maximilaino M  Kolbe_3.JPG

                  No final de julho de 1941, foi transferido para o Bloco 14, cujos prisioneiros faziam trabalhos agrícolas. Tendo um deles conseguido fugir, dez outros, escolhidos por sorteio, foram condenados ao "bunker da morte": um subterrâneo onde eles eram jogados desnudos, e permaneciam sem bebida nem alimento, à espera da morte.

                  Ante o desespero daqueles infelizes, São Maximiliano ofereceu-se para ficar em lugar de um deles, pai de família, e foi aceito por ser sacerdote. O ódio dos esbirros ao religioso era notório, mas ficaram estupefatos ao verificar até onde pode chegar a coragem, a fortaleza e o heroísmo de um padre católico, em cuja fisionomia se revelava um varão na força do termo. Sem dúvida, movia-o uma autêntica caridade para com seu conterrâneo, entretanto, outra razão também elevada o levou a tomar essa decisão: o desejo de ajudar aqueles condenados a terem uma boa morte, salvando suas almas.

                  Fechado o bunker, estava para sempre encerrado para eles o contato com o mundo exterior. Naquelas terríveis horas sem outra expectativa que a da morte, tratava-se de cada qual pôr em ordem sua consciência. Pode-se imaginar qual seria o medo da morte, do Juízo, do sofrimento, a tentação de desespero... Em tal situação, que privilégio poder ter por companheiro um sacerdote santo! Graças a ele, o bunker da morte se converteu em capela de oração e de cânticos... com vozes cada dia mais débeis. Três semanas depois, restavam vivos apenas quatro. Julgando que aquela situação se prolongava demasiado, decidiram as autoridades aplicar-lhes uma injeção letal de ácido muriático.

                  Padre Kolbe foi o último a morrer naquele pavoroso subterrâneo. Estendeu espontaneamente o braço para a injeção. Alguns momentos depois, um funcionário do campo o encontrou morto "com os olhos abertos e a cabeça inclinada. Seu rosto, sereno e belo, estava radiante".5

                  Cumprira sua última missão: salvara a si próprio e aos demais. Era o dia 14 de agosto de 1941, véspera da Assunção de Maria.

                  A inspiração de sua vida foi a Imaculada

                  E no dia 10 de outubro de 1982, na Praça de São Pedro, uma multidão de mais de duzentas mil pessoas ouvia um Papa, também polonês, declarar mártir esse sacerdote exemplar que não só morreu para salvar uma vida, mas, sobretudo, viveu para salvar muitas almas. Ele que jamais se cansava de dizer: "Não tenham medo de amar demasiado a Imaculada; jamais poderemos igualar o amor que teve por Ela o próprio Jesus: e imitar Jesus é nossa santificação. Quanto mais pertençamos à Imaculada, tanto melhor compreenderemos e amaremos o Coração de Jesus, Deus Pai, a Santíssima Trindade".6

                  Pois, como afirmou João Paulo II ao canonizá-lo, "a inspiração de toda a sua vida foi a Imaculada, a quem confiava seu amor a Cristo e seu desejo de martírio".7  (Revista Arautos do Evangelho, Agosto/2009, n. 92, p. 34 à 37)

                  Texto retirado do Site dos Arautos do Evangelho

                  quarta-feira, 8 de agosto de 2012

                  São Domingos de Gusmão (Grande Santo Mariano)

                  Salve Maria, irmãos hoje é o dia de São Domingos de Gusmão (grande Santo Mariano), por isso segue a baixo alguns trechos de sua Biografia.

                  saodomingos

                  Família

                  Dom Félix de Gusmão e Dona Joana de Aza formaram um casal feliz. Seus filhos Antônio, Mares e Domingos são o melhor testemunho de vida conjugal que Deus chamou a Seu santo serviço. Antonio foi sacerdote e dedicou sua vida ao serviço dos pobres e doentes num hospital. Domingos, o caçula da família, também foi escolhido por Deus para ser sacerdote da Diocese de Osma, e Pai e Fundador da grande Família Dominicana. Manes seguiu os passos de seus irmãos. Vestiu o hábito de irmão pregador e se dedicou ao anúncio da Palavra de Deus. (p.16)

                  A mãe tem um sonho que revela a missão de São Domingos

                  Dona Joana era uma mulher…muito querida por ser compassiva e generosa com os pobres e necessitados. (p.19)

                  Conta a tradição, que Dona Joana, quando grávida de Domingos, certa noite sonhou que dava à luz um cachorro branco e preto que segurava na boca uma tocha, com a qual ia incendiando o mundo por onde passava. Preocupada com um sonho tão singular, foi visitar o mosteiro de São Domingos de Silos, próximo a Caleruga, e pediu ao monge que fizesse a interpretação daquele sonho. Na intimidade de sua oração, ouviu a seguinte resposta: “Seu filho será um fervoroso pregador do Evangelho e com sua palavra atrairá muitos à conversão e alertará os pastores da Igreja contra seus inimigos”.  (p.20)

                  Esta resposta tranquilizou Dona Joana, que esperou pelo tempo em que o Senhor cumpriria o Seu desígnio. Por isso, os escultores e pintores representam São Domingos de Gusmão acompanhado de um cão com uma tocha na boca, com uma significativa legenda: “Domini canis”, isto é “Cães do Senhor”. (p.21)

                  O batismo

                  O menino do sonho misterioso nasceu a 24 de junho de 1170. Foi batizado na Igreja paroquial de São Sebastião de Caleruega e, em gratidão a São Domingos de Silos, seus pais lhe puseram o nome de Domingos. (p.22)

                  Durante a cerimônia do Sacramento do Batismo, sua mãe viu uma luz à frente do menino, com um resplendor extraordinário. Desde então, essa luz nunca mais deixou de iluminar seu rosto. Depois de cinquenta anos, irmã Cecília  Romana, discípula de São Domingos, escreveu: “De sua face saía certo resplendor que seduzia a todos e arrastava-os ao seu amor e reverência”. Esta maravilhosa graça é representada por uma estrela na testa de Domingos; por isso, a liturgia dominicana canta: “Oh! luz da Igreja, doutor da verdade…pregador da graça…” (p.23)

                  Lectio Divina

                  O estudo da “sagrada página” ou “lectio divina”, como se costumava chamar o estudo da Teologia na época, ocupava-lhe todo o dia e parte da noite. Verdadeiramente, era incansável quando se tratava de estudo. Era um estudante austero e mortificado. Abstinha-se de beber vinho e daqueles passatempos que a juventude apreciava. Domingos vivia atento às necessidades do próximo e sentia-se profundamente solidário com os sofrimentos do outro. Fez de sua casa, a “casinha de esmola”, o dispensário onde os pobres podiam encontrar alimentos, roupas e até dinheiro para comprar a liberdade de algum cristão cativo dos mouros. (p.37)

                  Ordenação Sacerdotal

                  A ordenação sacerdotal de Domingos, aos 25 anos, veio dar resposta à sua inquietude. O seu sacerdócio deu-lhe a faculdade de pregar o Evangelho. (p.55)

                  A vivência da pobreza

                  Ia de lugar a lugar como os Apóstolos: a pé, descalços, pregando a Boa-Nova e mendigando o pão de porta em porta. (p.99)

                  Nascimento da Ordem dos pregadores

                  No mês de abril de 1215, os padres de Toulose, Frei Pedro Seila e |Frei Tomás, eloquentes pregadores, professaram o seguimento de Cristo vivendo o mesmo estilo de vida de Domingos….Em meados do mês de junho, do mesmo ano, a pequena comunidade, com residência em casa de Pedro Seila, recebe uma carta do bispo de Toulouse, na qual confere a Domingos a missão de pregar na sua diocese, e a autorização para fundar a Ordem dos Pregadores.(p.134-135). Inocêncio III acolhe o projeto de Domingos.(p.140).A falta de preparação adequada do clero fez com que o Concílio reservasse aos bispos o direito de pregar a Palavra de Deus….A tradição da época narra que o Papa Inocêncio III, intrigado com a posição do Concílio, que proibia a fundação de novas ordens religiosas, sonhou que a Igreja de São João de Latrão estava caindo, devido à quebra das estruturas, e que Domingos carregava nos ombros parte do edifício, evitando que a Igreja caísse por terra. O papa Inocêncio III reconheceu, neste sonho profético, que a Ordem que Domingos queria fundar seria uma coluna na Igreja. Por isso, mandou chama-lo, aprovou sua proposta e o despediu com sua benção…Em meados de dezembro de 1215, o Papa manda chamar Domingos para comunicar-lhe que havia decidido aprovar validamente sua Ordem, como tinha feito com a Ordem de São Francisco de Assis.(p.143-146). Confirmação da ordem-Quando Domingos se dispunha a voltar a Roma, pra apresentar ao papa Inocêncio III o resultado da escolha da Regra…foi informado da morte do Pontífice, ocorrida em 16 de julho de 1216. Com a confiança no Senhor, Domingos apresentou-se ao novo Papa, Honório III…que..no dia 22 de dezembro de 1216…expedia a Bula de confirmação da ordem.(p.152). Em 11 de fevereiro de 1218, o Pontífice expedia a Bula, dando à Ordem o honroso título de “Irmãos da Ordem dos Pregadores”…com plena faculdade de exercer este ministério na Igreja e fora dela.(p.153);

                  Os mendicantes

                  O bispo Folques é consciente das limitações econômicas da nascente comunidade de irmãos pregadores; cria-se um fundo econômico, proveniente do dízimo paroquial, para o sustento dos irmãos….Domingos inicia a formação de novos irmãos pregadores, na escola da absoluta confiança na providência de Deus, vivendo na mendicância itinerante.(p.137).

                  Preparação teológica

                  Para desempenhar a missão de pregadores itinerantes, Domingos não descuidava da formação permanente de seus companheiros. Numa manhã d 1215, Domingos inscreveu seis dos seus irmãos na escola de teologia do professor inglês Alexandre Stavensby. Domingos queria que seus filhos estivessem em dia com as correntes teológicas, para o exercício da pregação… (p.139).No que diz respeito à formação espiritual, exortava os irmãos a serem: humildes…assíduos na oração, desprendimento total, sempre dispostos a renunciar a própria vontade, e executar com obediência voluntária ao que manda o prelado.(p.148).Observar o silêncio, nas horas e lugares distintos à oração e ao estudo; não falar mal nunca dos ausentes e guardar diligentemente os livros, roupas e outras coisas que estão a serviço da comunidade.(p.149).

                  São Domingos de Gusmão e o Rosário

                  Quando a tentação envolve os irmãos nas dúvidas sobre a sua vocação, Maria lhes alcança o dom da perseverança; abençoa o dormitório e cuida do sono. Quando surgem as necessidades Nossa Senhora as provê e serve; não permite nunca que lhes falte o pão de cada dia, e no ministério da pregação, assiste-lhes manifestamente…(p.164)

                  Domingos, em suas horas de encontro filial com a Mãe de Deus, sente a feliz inspiração de orar com o Evangelho. Assim nasceu a oração do Evangelho do Rosário, centrado no mistério do Verbo Encarnado. Para combater os cátaros, Domingos lê um determinado acontecimento do Evangelho, comenta, convida à reflexão e conclui com a recitação da Ave-Maria. Por isso, acertadamente, é chamado de Rosário: “Compêndio de todo o Evangelho”. (p.165)

                  Encontro de São Domingos de Gusmão com São Francisco de Assis

                  No final de 1220, Domingos se encontra com o cardeal Hugolino, em Toscana, e para sua sorte, tem a oportunidade de encontrar e conhecer Francisco de Assis, a quem, desde aquele momento, sente-se fraternalmente unido no amor do Senhor. (p.179)

                  Missão de São Domingos de Gusmão

                  Evangelização ardente, com o exemplo de oração e de pobreza heroica do pregador, revelam seu amor ao Salvador e às almas; uma palavra que se dirige a todos: aos bons cristãos para melhora-los na sua vida espiritual mais profunda e uma ação mais generosa; a dos hereges para aborda-los de frente, iluminar suas mentes e conduzi-los de novo a Cristo Ressuscitado”. (p.187)

                  Enfermidade e morte de São Domingos de Gusmão

                  Domingos passa os dias e as noites em claro; entretanto, sua enfermidade avança…Domingos…pediu de imediato que ao falecer fosse levado ao convento de São Nicolau, porque queria ser sepultado junto com seus irmãos…em nenhum momento a febre e a dor mudaram a expressão de seu rosto, sempre sereno, sorridente e alegre. (p.189)

                  Na aflição e o pranto dos irmãos comovem Domingos e lhe arrancam palavras de consolo: “Não choreis; eu serei mais útil para vocês depois da morte, mais do que em vida”. (p.190)

                  Frei Rodolfo está à cabeceira de Domingos, e com uma toalha vai secando o suor mortal de seu rosto. De repente, Domingos murmura: “Comecem”. Os irmãos recitam o Credo; logo as orações rituais da encomendação da alma, e quando invocam: “Vinde em sua ajuda, Santos de Deus. Acudi-o, anjos do Senhor. Recebe a sua alma na presença do Altíssimo, Domingos morre na doce serenidade dos justos. Era tarde de 6 de agosto de 1221. (p.191)

                  Bibliografia: Nas pegadas de São Domingos de Gusmão. Ir. Maria Izabel Coenca. Ed. Palavra e prece. 2008.

                  Na noite de 23 de maio de 1233, os irmãos se reuniram em torno do túmulo…Então, em presença de uma verdadeira multidão, os Irmãos…finalmente abriram o caixão. A cada etapa, um perfume maravilhoso, misterioso se espalhava por toda a Igreja…(p.56)

                  Algum tempo depois, um pedido de canonização de Domingos foi apresentado pelo Bispo, pela universidade e a comunidade de Bolonha…a 3 de julho de 1234,..Gregório IX proclamou a santidade de Domingos. (p.56)